Under the Sun é um documentário lançado em 2015 e dirigido por Vitaly Mansky.
O filme é um retrato raro da Coreia do Norte e de como o governo norte-coreano tenta controlar a narrativa sobre o país.
Mansky é um cineasta russo que já ganhou vários prêmios por seu trabalho. Ele é conhecido por seus documentários políticos e sociais que revelam a realidade por trás das narrativas oficiais. Foi essa perspectiva crítica que o levou a realizar Under the Sun na Coreia do Norte.
O filme foi produzido em colaboração com o governo norte-coreano, que permitiu que Mansky filmasse uma família norte-coreana comum em seu cotidiano.
No entanto, ele gravou muito mais do que o governo norte-coreano permitiu e revelou o processo de fabricação da propaganda norte-coreana.
Under the Sun é um importante registro documental do regime norte-coreano e da vida cotidiana dos norte-coreanos. A importância do contexto em que o filme foi feito é inegável, uma vez que a Coreia do Norte é um país fechado e isolado que tenta controlar a narrativa sobre si mesmo.
Com esse documentário, Mansky revelou uma realidade pouco conhecida fora do país, mas crucial para entender a política global e os direitos humanos.
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| Foto de Thomas Evans |
A doutrinação política é apresentada no filme de diversas formas, desde as crianças ensinadas sobre a história e as realizações do líder Kim Il-sung, até a presença constante de slogans políticos em locais públicos.
A cultura do culto à personalidade também é evidente, com imagens do líder Kim Jong-un exibidas em todos os lugares, inclusive nas casas das pessoas. Além disso, o filme mostra como a população é incentivada a adorar a família Kim como se fossem divindades.
Outra característica importante do regime norte-coreano apresentada no documentário é a limitação da liberdade individual. Os norte-coreanos são controlados em todos os aspectos de suas vidas, desde o trabalho até a escolha de roupas.
O governo controla a mídia, as atividades culturais e a educação, para manter a narrativa oficial do país e evitar que ideias dissidentes se espalhem.
O filme retrata a vida da família em um ambiente altamente controlado pelo Estado, onde todos os aspectos da vida cotidiana são regulados pelo governo.
A família é retratada como feliz e leal ao regime, e mostra como eles se esforçam para seguir as regras do governo e serem bons cidadãos norte-coreanos.
Em contraste com as percepções ocidentais da Coreia do Norte, que muitas vezes são moldadas por informações limitadas e relatos sensacionalistas da mídia, Under the Sun mostra um retrato mais complexo do país e de seu povo.
O filme revela a natureza autoritária do regime, mas também sugere que muitos cidadãos comuns são leais ao governo não por medo, mas por acreditar em suas ideologias e valores.
O documentário também questiona a validade da propaganda governamental e como ela é usada para moldar a percepção dos cidadãos sobre sua própria realidade.
Isso se torna evidente quando o diretor mostra como o governo manipula a produção do filme e as cenas que deveriam ser filmadas.
Em resumo, esse filme oferece uma visão fascinante e rara da vida cotidiana na Coreia do Norte e desafia muitas das percepções estereotipadas que as pessoas podem ter sobre o país e seu povo.
Em primeiro lugar, o regime norte-coreano controla rigorosamente a mídia, permitindo apenas a divulgação de notícias e informações que são favoráveis ao regime.
Todas as fontes de informação, incluindo televisão, rádio, jornais e revistas, são controladas pelo Estado e devem seguir uma linha editorial pré-determinada.
Então, o regime usa uma variedade de táticas de propaganda para influenciar a opinião pública. O culto à personalidade em torno dos líderes do país é uma das táticas mais comuns.
As imagens dos líderes, como Kim Jong-un e seus antecessores, são exibidas em todo o país e as pessoas são ensinadas a reverenciá-los como deuses.
Outra tática de propaganda usada pelo regime norte-coreano é a demonização de inimigos externos, especialmente os Estados Unidos.
O regime retrata os EUA como um país imperialista e agressor que busca destruir a Coreia do Norte. Isso cria uma sensação de medo e paranoia entre a população, ensinada a acreditar que o regime é a única proteção contra uma ameaça externa.
A propaganda é usada para convencer as pessoas de que a qualidade de vida na Coreia do Norte é superior à de outros países, mesmo que isso não corresponda à realidade.
Os cidadãos norte-coreanos são mostrados em propagandas sorrindo e sendo felizes, enquanto os estrangeiros são retratados como infelizes e oprimidos. Isso cria uma sensação de orgulho e patriotismo entre a população.
O filme Under the Sun revela que a fabricação dessas propagandas é um processo altamente orquestrado e manipulativo. O regime norte-coreano controla todos os aspectos do processo de produção, desde a seleção dos atores até a edição final do filme.
A população é ensinada a atuar e a seguir um roteiro pré-estabelecido, mostrando como a realidade pode ser distorcida em favor do regime.
O documentário Under the Sun é uma obra importante por sua capacidade de oferecer uma rara visão da Coreia do Norte e do regime norte-coreano.
Ao mostrar a manipulação e fabricação da propaganda, o filme revela a extensão do controle exercido pelo regime sobre a narrativa e a vida dos cidadãos.
Além de tudo, o documentário é um importante exemplo do papel que a mídia e a arte podem desempenhar na revelação de verdades escondidas e no questionamento de narrativas oficiais.
A equipe de produção de Under the Sun teve a coragem de desafiar o regime norte-coreano e de expor algumas das formas pelas quais a propaganda é usada para controlar a população.
Em última análise, o documentário nos lembra da importância da liberdade de expressão e da mídia livre na luta contra a opressão e a tirania.
Além disso, ele nos inspira a questionar as narrativas que nos são apresentadas e a buscar a verdade por trás das histórias que nos são contadas, independentemente de quem as conte.
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